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Acessibilidade
Produzido por Nena Gonzalez e Sheyla Mattos
O que é acessibilidade
“Acessibilidade são as condições e possibilidades de alcance para utilização, com segurança e autonomia,
de edificações públicas, privadas e particulares, seus espaços, mobiliários e equipamentos urbanos,
proporcionando a maior independência possível e dando ao cidadão deficiente ou àqueles com dificuldade
de locomoção, o direito de ir e vir a todos os lugares que necessitar, seja no trabalho, estudo ou lazer, o que ajudará e levará à reinserção na sociedade”.
Este ainda é um grande desafio, uma constante maratona. E além das barreiras físicas presentes existem
outras psicossociais que são inerentes às questões da pessoa com deficiência e que necessitam ser
removidas: o preconceito, a ignorância e o medo.
A pessoa com deficiência física por lesão medular apresenta perdas ou reduções em sua estrutura física,
portanto sua personalidade, seu modo de agir e pensar permanecem os mesmos. Trata-se, portanto, de
alguém que se encontra numa situação de grande dependência, sendo o uso da cadeira de rodas referencial
fundamental para o seu relacionamento com o meio, com o mundo. É preciso vê-la como participativa,
integrada ao meio social, fortalecendo sua adaptação e aptidões e, entender que o que está errado são as
edificações,os transportes etc., estes sim são os deficientes.
Combater toda e qualquer forma de preconceito e discriminação é nossa obrigação como cidadão. Essa luta
deve ser travada diariamente, em casa, no meio social e no trabalho. A nossa participação nesse processo é
fundamental – respeitando as diferenças na construção do direito a cidadania, mas principalmente como
atuantes e não meros expectadores.
Depende de nós assegurarmos o direito à igualdade, ao respeito ao próximo, não por imposição, mas por
uma consciência de responsabilidade social, por sentirmos que o significado da fraternidade nos eleva
enquanto seres humanos, pois somos responsáveis pela qualidade de vida de nossos semelhantes.
Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais
em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.
Os Direitos Humanos se aplicam a todos os indivíduos independentemente de sexo, raça, língua, religião ou
deficiências, e estão acima de qualquer diferença e condição social. Incluem os direitos civis, políticos,
econômicos, sociais, culturais e de desenvolvimento, sendo definidos em muitos documentos internacionais.
Os direitos civis fundamentais, como o de ir e vir, não existem para a realidade das pessoas com deficiência física. E o que dizer do acesso à justiça, tão necessária se pensarmos que até hoje ela não olhou para a questão. Os direitos sociais, ainda sendo construídos em nosso país, por certo, mas totalmente inexistentes: acesso à saúde, educação, acesso ao trabalho e ao lazer, aspirações legitimas para todo brasileiro, mas da dimensão do sonho para a pessoa com deficiência, só uma minoria os conquista, porque suas necessidades, todas, e não somente as específicas, não foram incorporadas aos direitos de cidadania em nosso país.
Esses direitos básicos, na verdade, que deveriam ser reivindicados diariamente pela sociedade e pelo
governo, para todo cidadão, são ainda inalcançáveis para a grande maioria das pessoas brasileiras com
deficiência.
Embora a deficiência ainda seja tratada com descaso pela sociedade, já houve grandes avanços. No Brasil,
o resultado do CENSO 2000 realizado pelo IBGE mostra que a população brasileira é de 170 milhões de
habitantes, dos quais 25 milhões, isto é, 14.5%, são de pessoas com algum tipo de deficiência e sabemos
que, 750 mil ( 3%) estão sendo atendidas em programas precariamente subvencionados pelo governo.
Após o Ano Internacional do Deficiente Físico, em 1981, a ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas) reuniu um grupo de pessoas que atuavam na área de atenção a pessoa portadora de deficiência
(PPD) e elaboraram a primeira norma técnica. A partir daí houve várias revisões, adequações e outras
normas foram criadas.
(Todas as normas técnicas estão disponíveis para compra na sede da ABNT no Rio de Janeiro, Av. Treze de
Maio, 28º andar, Centro ou no site: www.abnt.org.br).
É importante conhecer alguns conceitos sobre este tema:
- Mobiliário Urbano são todos os objetos , elementos e pequenas construções integrantes da
paisagem urbana, de natureza utilitária ou não, implantados mediante autorização do poder público,
em espaços públicos e privados São exemplos de mobiliário urbano, telefones públicos, caixas de
correios, bancas de jornal, semáforos e outros.
- Equipamentos Urbanos são todos os bens públicos e privados, de utilidade pública, destinada a prestação de serviços necessários ao funcionamento da cidade, implantados mediante autorização
do poder público, em espaços públicos e privados. São exemplos de equipamento urbano: ginásio
de esportes, clubes, escolas, praças, parques, auditórios, estacionamentos e outros.
- Acessível é o espaço, edificação, mobiliário ou elemento que possa ser alcançado, visitado ou utilizado por qualquer pessoa, inclusive aquelas com deficiência. A palavra accessível é usada tanto para a acessibilidade física, como na comunicação e sinalização.
- Barreira Arquitetônica Ambiental é aquela que causa impedimento da acessibilidade, natural ou
resultante de implantações arquitetônicas ou urbanísticas.
- Ser acessível é a condição que cumpre um ambiente, espaço ou objeto para ser utilizado por todas as pessoas . Esta condição é um direito universal, pois a referencia a todas as pessoas no
plural, se associa a uma realidade essencial: a diversidade característica do ser humano.
- Desenho universal é aquele que visa atender à maior gama de variações possíveis das
características antropométricas e sensoriais da população. E tem por base a idéia de produtos e
espaços que atendam a toda uma gama de capacidades e habilidades.
A funcionalidade dos espaços oferece um maior grau de independência proporcionando conforto para seus
usuários. Na verdade, quem possui deficiência são os meios de transporte, comunicação e edificações em
geral. É preciso facilitar o “ir e o vir” com menos transtornos, como mais um ato da vida diária. Portanto, o conceito de acessibilidade é requisito fundamental para Inclusão Social.
Legislação e fiscalização
Foi a partir da Constituição de 1988 é que o ordenamento político passou a prever exaustivamente e
detalhadamente vários direitos relativos as PPD’s (saúde, educação, trabalho, assistência social, entre
outros). Desde então uma ampliação da quantidade de normas de proteção e de afirmação dos direitos
destas pessoas. Surgiram Leis ordinárias, decretos, portarias e instruções normativas em âmbitos,
municipais, estaduais e federais.
Entre todas, as de maior relevância são:
- Constituição Federal – é o principal instrumento jurídico de defesa dos direitos das pessoas
portadoras de deficiências, além de garantir a todos o direito à igualdade, à dignidade, à nãodiscriminação
e à educação. A Constituição trata de medidas como o direito à inserção no mercado
de trabalho, as reservas de vagas em concursos públicos e a previsão de eliminação de barreiras
arquitetônicas.
- Lei Federal nº 7853 de 24 de outubro de 1989
Esta Lei estabelece normas gerais para o exercício da cidadania das PPD e define as
responsabilidades do Poder Público. Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua
integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para a Integração da PPD – CORDE, Institui a
tutela jurisdicional de interesses coletivos e difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do
Ministério Público e define crimes e dá outras providencias.
- Lei Federal nº 8.742, de 07 de dezembro de 1993
Dispõe sobre a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e, nos artigos 20 e 21, estabelece
critérios para a concessão do “benefício da prestação continuada que é de um salário mínimo
mensal a pessoa com deficiência e ao idoso com 70 anos ou mais e que comprovem não possuir
meios de prover a própria manutenção e nem tê-la provida por sua família”.
- Lei Federal nº 9.934, de 20 de dezembro de 1994
Dispõe sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Mantém a divisão do sistema de
ensino em regular e especial, admitindo a possibilidade de substituição daquele, regular, pelo
especial.
- Decreto Federal nº 3298, de 20 de dezembro de 1999
Regulamenta a Lei 7.853/89, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da PPD, consolida
as normas de proteção, e dá outras providências.
- Lei Federal n° 10.098, de 19 de dezembro de 2000
Estabelece requisitos mínimos de acessibilidade que abrangem desde as vias públicas, parques,
espaços livres, estacionamentos, reformas e construção de edificações de uso coletivo e privado,
conforme os padrões técnicos testados e aprovados na Norma Brasileira 9050/94 - Acessibilidade de
Pessoas Portadoras de Deficiência a edificações, espaço, mobiliário e equipamentos urbanos e
outras normas complementares.
Temos também outras importantes Leis que são encontradas nas Constituições Estaduais e nas Leis
Orgânicas dos Municípios.
Na questão da acessibilidade, o principal problema é o cumprimento da legislação de que dispomos, na
construção do acesso com dignidade. Dignidade que visa o bem-estar de todos e que facilita a vida de quem
por algum motivo tem sua mobilidade reduzida.
Contar com o apoio e vigilância da população é imprescindível na manutenção dos resultados, além é claro,
da fiscalização por parte dos órgãos públicos, conscientizando a todos da importância de eliminação das
barreiras e, principalmente, de seu cumprimento.Diariamente os deficientes tem seus direitos básicos
desrespeitados, pelo não cumprimento e a falta de fiscalização dessas leis.
Atentemos para os locais por onde passamos regularmente com a visão de quem tem dificuldades físicas.
Com certeza nos depararemos com situações que sob condições normais não percebemos, mas
contemplaremos uma forma de vencer esta batalha quotidiana, que não deve ser de alguns, mas de todos
enquanto cidadãos.
A cidade e seus espaços devem servir a todos e não somente a uma parcela da população. Esta deve ser o
nosso desafio: a trajetória da caminhada do “ir e vir”, mas principalmente do “viver”.
Barreiras Arquitetônicas e Ambientais
Estes obstáculos que a sociedade constrói no espaço urbano, nos edifícios, nos transportes, nos mobiliários
e equipamentos impedem e dificultam a livre circulação de pessoas, sobretudo as pessoas que sofrem
alguma incapacidade transitória ou permanente.
Vivemos em uma cidade que não está preparada para receber pessoas com qualquer tipo de deficiência,
totalmente inacessível.
Dentre alguns exemplos, podemos citar:
No Meio Urbano, cujas responsabilidades são dos Governos: Federal, Estadual e Municipal:
- calçadas, passeios e calçadões com pavimentação esburacada e desnivelada com canteiros e
projeção de vegetação na calçada;
- falta de rampas;
- rampas íngremes;
- escadas com degraus variando na largura e altura, piso escorregadio, falto de corrimão e
guarda-corpos;
- estacionamentos sem vagas para PPD’s;
- jardins e praças sem proteção em torno dos troncos de árvores;
- equipamentos mal colocados tais como: telefones, bancas de jornal, caixas de correio, cestos para
lixo;
- falta de acesso a hospitais, escolas, bancos, supermercados, cinemas, igrejas, clubes etc;
meios-fios altos;
- telefones públicos e caixas de correio altas;
- falta de banheiros públicos;
- falta de sinalização de rampas e passarelas;
- falta de sinalização para as PPD’s;
- falta de sinalização para motorista.
Alguns exemplos de falta de acessibilidade
Figuras cedidas por Dr. Fabrício Nigro – IBDD Costa Verde
Alguns exemplos de acessibilidade:
Figuras cedidas por Dr. Fabrício Nigro – IBDD Costa Verde
Nos transportes encontramos os seguintes problemas:
Ônibus:
precário acesso aos pontos de parada de ônibus;
falta de transportes adaptados;
terminais Rodoviários precários;
Trens:
falta de Sanitários adaptados – Masculino e Feminino;
falta de acesso as plataformas dos trens;
desnível e afastamento das portas em relação das composições às plataformas de embarque;
baixíssima mobilidade nos períodos de pico;
ausência de informações para os deficientes visuais e auditivos.
Metrô:
as estações em curva apresentam vão maior entre plataforma e composição;
falta de elevadores para cadeira de rodas.
Bondes:
Veículos que trafegam em Sta Tereza – tombados pelo INEPAC, não permite adaptações e suas
estações são precárias.
Aquaviário:
Faltam sanitários, sinalizações e segurança, além dos terminais serem precários.
Nos Condomínios residenciais multifamiliares as responsabilidades são dos proprietários e
condôminos. No Município do Rio de Janeiro, a Lei municipal nº 3.311 de 4 de dezembro de 2001 institui a
obrigatoriedade de os condomínios residenciais multifamiliares promoverem adaptações para PPD de
locomoção, na forma que especifica a Norma da ABNT 9050/94.
Avanços tecnológicos
Acompanhando as novas tecnologias, vislumbramos com prazer uma nova realidade: a acessibilidade ao
mundo digital, suscitando um novo mundo, potencializando aptidões, colocando todos em igualdade de
condições, quebrando a barreira que envolve a comunicação.
A acessibilidade ao mundo computadorizado conta com adaptações e softwares (programas) de fácil
entendimento que possibilitam o acesso aos computadores e genéricos, desenvolvendo todas as atividades
comuns à informática, de forma autônoma e produtiva, propiciando assim, facilitar sua manipulação e ampliar
a chance de ingressar no mercado de trabalho e na educação.
No mercado, existem alguns recursos já conhecidos, como: DOSVOX (para deficientes visuais), MOTRIX e
VIAVOICE (para deficientes motores, em especial tetraplégicos), TECLADO AMIGO (para deficientes
motores com alguma forma de paralisia cerebral), e outros que são distribuídos gratuitamente. Através do
programa MOTRIX, surgiu o Projeto Habilitar, do Núcleo de Computação Eletrônica-NCE da UFRJ, que em
parceria com a Cisco Networking Academy, vem treinando pessoas com deficiência física e visual na
formação de rede de computadores, capacitando-os para a inserção no mercado de trabalho.
O uso de um computador possibilita e facilita o retorno às atividades educacionais, laborativas, culturais e de lazer, seja através do estudo à distância ou através do acesso digital.
Estes são pré-requisitos se quisermos alcançar o objetivo da Inclusão Social. Uma sociedade inclusiva
significa direito irrestrito de acesso a Informação e direito à Comunicação, para usufruto de todas as pessoas indistintamente, reduzindo ou prevenindo qualquer tipo de impedimento. Dessa forma fortaleceremos sua adaptação, inibindo suas dificuldades, gerando novas perspectivas e melhorando sua auto-estima. Transpor todas as barreiras, até as invisíveis, que inibem e impedem de se ocupar todos os locais dentro da cidade.
O programa MOTRIX
O Motrix é um software, criado pelo Professor José Antonio Borges em 2002 e
produzido no Núcleo de Computação Eletrônica – NCE da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ
(www.nce.ufrj.br), que permite que pessoas com deficiências motoras graves, em especial tetraplegia,
possam ter acesso ao mundo digital.
Este sistema possibilita o acesso ao mundo computadorizado com uma interface amigável, com operações
de escrita, leitura e navegação. O acionamento do sistema é feito através de comandos que são falados num
microfone.
O uso do Motrix torna viável a execução de quase todas as operações que são realizadas por pessoas sem
deficiência, mesmo as que possuem acionamento físico complexo, tais como jogos, através de um
mecanismo inteligente, em que o computador realiza a parte motora mais difícil destas tarefas. O sistema
também pode ser acoplado a dispositivos externos de home automation para facilitar em especial a interação
do usuário com o ambiente de sua própria casa.
O Motrix vem sendo utilizado por um número cada vez maior de pessoas com deficiência, pois é simples de
usar e suas operações são rápidas e práticas, além de sua distribuição ser gratuita. O mundo da computação
proporciona e motiva uma maior capacidade de integração social, abrindo o campo de oportunidades nas
áreas da educação, trabalho e lazer.
Outros recursos adaptativos
Conheça outros recursos adaptativos voltados para proporcionar às pessoas com deficiência novas
oportunidades com base na tecnologia de informática. Visite os sites:
- www.intervox.nce.ufrj.br – Projetos do Núcleo de Computação Eletrônica - UFRJ
- www.saci.org.br - Rede Saci
Atuação do terapeuta como facilitador da acessibilidade
A reabilitação tem um papel importante: não está restrita ao atendimento clínico-terapêutico, possui a
responsabilidade de atuar diretamente orientando e informando nas questões relativas à acessibilidade,
intervindo com ações voltadas para o ajustamento sócio-político-cultural da pessoa com deficiência.
Outro aspecto importante é a constante atualização do profissional para utilizar seu conhecimento
beneficiando tanto os pacientes quanto seus familiares, cuidadores e outros profissionais envolvidos neste
processo.
As equipes de Reabilitação devem ser preparadas e qualificadas com base nesse contexto, a Reabilitação
dever ter como premissa a luta por direitos iguais, por oportunidades iguais objetivando a superação dos
obstáculos predominantes.
Tem-se conhecimento de instituições governamentais e não-governamentais voltadas para o apoio aos
deficientes, cujas intervenções e assistência são de grande contribuição. Daí a necessidade do profissional
da Reabilitação estar integrado a estes programas de apoio exercendo assim seu papel como facilitador da
acessibilidade.
As ações de melhoria da acessibilidade devem ser acompanhadas das de reabilitação, que promovem o
acesso à educação, trabalho, lazer e saúde das pessoas com deficiência.
Falar de acessibilidade implica em transpor barreiras na busca do direito de igualdade. Só com a conquista
da verdadeira democracia poderemos abrir espaços e trazer mudanças substanciais para as pessoas com
deficiência que, mesmo sendo diferentes têm acesso aos mesmos direitos.
Em síntese, o objetivo da Inclusão estará sendo alcançando na medida em que maiores espaços de atuação
para a pessoa com deficiência sejam conquistados, permitindo que esta se relacione com um universo de
ação cada vez maior. E, para isso, não basta recuperar o máximo de funcionalidade do corpo: torna-se
imprescindível traçar objetivos mais amplos, possibilitar a construção de perspectivas que propiciem o
desenvolvimento de todo o potencial contido e até então não manifestado pelo chamado deficiente. Se, por
um lado, é correto afirmar que eficiente significa “aquele que dá um bom resultado”, por outro, é importante afirmar que o “deficiente” ao qual nos referimos é alguém cujas dificuldades e habilidades são colocadas à prova permanentemente. Neste sentido, é indubitável que o talento observado através do trabalho realizado com muitos destes “deficientes” demonstra o quanto esta definição é equivocada e imprecisa.
Atualmente, estamos unidos trocando informações e experiências, fazendo reflexões, possivelmente para
iniciarmos juntos, a construção da cidadania da pessoa com deficiência. Está em nossas mãos construir uma
nova realidade para muitas pessoas que em sua constante luta por sobrevivência ainda espera poder entrar
na fila do banco, andar de ônibus lotado, ser atendido em hospital público, ter acesso à escola, ao médico,
ao emprego e que ainda nem pensa em querer ser feliz.
Sites para consultas complementares:
www.acessibilidade.com.br
www.acessibilidade.net
www.acessobrasil.org.br
www.entreamigos.com.br/textos/acessibi/acessib.htm
www.saci.org.br
www.serpro.gov.br/acessibilidade/
www.mj.gov.br/sedh/ct/CORDE/dpdh/corde/normas_abnt.asp
www.serpro.gov.br/acessibilidade
www.bengalalegal.com/acessibilidade
www.integrando.org.br/IMG/doc-194.pdf
Referências:
1- NIGRO, F. Leis e Acessibilidade, novembro de 2002.
2-www.abnt.org.br
3-www.saci.org.br
Agradecimento:
A Fabrício Nigro, presidente IBDD – Costa Verde por gentilmente ceder as figuras que ilustram este trabalho. |
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